Capacidade de Produção: Calculando o IROG

Capacidade de Produção: Calculando o IROG

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Sendo proprietário de uma indústria, seja ela de pequeno, médio ou grande porte, uma das principais preocupações existentes é saber qual é a capacidade de produção da empresa e se ela tem condições de atender a demanda solicitada pelo mercado.

A empresa é constituída de dois ativos: o ativo de capital e o ativo de conhecimento. O primeiro se refere aos investimentos feitos na empresa e está relacionado com a capacidade de adquirir tecnologias de processos, máquinas, equipamentos e instalações, ao passo que o segundo é construído com a agregação do conhecimento e o crescimento intelectual dos colaboradores da empresa.

Nesta apresentação, nosso foco é direcionado para o cálculo da capacidade dos postos de trabalho instalados na empresa. Você sabe como realizar este cálculo?

Primeiramente, alguns conceitos da Engenharia de Produção devem ser considerados, tais como saber qual é o fluxo que as matérias-primas e materiais percorrem ao longo das instalações até serem transformadas em produtos acabados e, a partir deste conhecimento, identificar a restrição do sistema produtivo, ou seja, o seu GARGALO, que é o posto de trabalho que impede a empresa de ganhar mais dinheiro. É ele que define a capacidade de produção de toda a empresa.

Uma vez identificada a restrição, deve-se implementar a metodologia de Gestão Lucrativa dos Postos de Trabalho – GPT para a obtenção de dados visando o cálculo do índice de desempenho de sua produtividade, denominado Índice de Rendimento Operacional Global – IROG, que tem duas abordagens, conforme o posto de trabalho seja ou não uma restrição. 

Em se tratando de uma restrição, o IROG é denominado de Total Effective Equipment Produtivity – TEEP, que determina a produtividade real do sistema no gargalo, utilizando-se, para seu cálculo, o tempo calendário; em se tratando de uma não restrição, o IROG é denominado de Overall Equipment Efficiency – OEE, que indica como o sistema funcionou enquanto ele foi utilizado, considerando-se, para seu cálculo, o tempo programado obtido pela diferença entre o tempo calendário e o tempo das paradas programadas. Esta sigla é, basicamente, mais conhecida universalmente.

O cálculo do IROG é muito simples. Pode-se dizer, usando um jargão popular, que ele é obtido através de “uma conta de padeiro”. Para obtê-lo, basta fazer a divisão do tempo que um sistema produtivo agregou valor em relação ao tempo que o posto de trabalho estava disponível para produzir.

O tempo de agregação de valor é obtido pela soma da multiplicação do tempo de ciclo de cada item pela quantidade produzida deste item, correspondendo ao numerador da divisão acima mencionada. Já o denominador desta divisão é praticamente uma constante, visto que ele é definido (por exemplo: um turno, 16 horas, 24 horas, etc.).

Para maior clareza, vamos para um exemplo numérico: 

Suponhamos que um posto de trabalho está disponível para produzir durante 24 horas ou 1.440 minutos e que, durante este período, foram produzidos dois produtos A e B.

O tempo de ciclo do produto A é 1 minuto e foram produzidas 300 unidades. Assim, o tempo de agregação de valor obtido para a produção de A foi de 300 minutos.

O tempo de ciclo do produto B é 0,5 minutos e foram produzidas 840 unidades. Assim, o tempo de agregação de valor obtido para a produção de B foi de 420 minutos.  

Sendo o tempo total de agregação de valor de 720 minutos (300 + 420 minutos) e o tempo disponível para produzir de 1.440 minutos, obtém-se um IROG de 50% (720/1.440 minutos) para o posto de trabalho monitorado.

O simples conhecimento do valor do IROG já se constitui em uma informação muito importante. No exemplo apresentado, constata-se que há um grande potencial para aumentar a sua produtividade. Apenas como referência, para empresas a nível de classe mundial, um IROG de 85% é um bom valor, evidentemente observando-se as características específicas do posto de trabalho.

A pergunta que surge na sequência é: por que o posto de trabalho no exemplo apresenta uma ineficiência de 50%? A resposta para esta pergunta nos leva a desmembrar o IROG em seus índices, que indicam as causas básicas da ineficiência obtida. São eles:

  1. Índice de Disponibilidade, relacionado com as paradas;
  1. Índice de Desempenho, relacionado com a quebra de velocidade e pequenas paradas;
  1. Índice de Qualidade, relacionado com a produção de itens não conformes. 

Através da metodologia de Gestão Lucrativa dos Postos de Trabalho – GPT pode-se calcular cada um destes itens, permitindo que se identifique as causas básicas da ineficiência e se elabore um plano de ação de melhorias para atuar sobre elas. 

Assim procedendo, aumenta-se gradativamente a eficiência operacional do posto de trabalho que impede a empresa de ganhar mais dinheiro, o conhecido GARGALO, aumentando sua produtividade e melhor utilizando a sua capacidade.


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