Aumento de eficiência em uma Cooperativa Agropecuária

Aumento de eficiência em uma Cooperativa Agropecuária

Blog da Produttare

Neste vídeo é apresentado um estudo de caso de implantação da metodologia de Gestão do Posto de Trabalho – GPT em uma Cooperativa Agropecuária localizada no interior do Rio Grande do Sul.

A metodologia GPT tem como base rotinas de gestão, através das quais são analisados indicadores de desempenho em reuniões e auditorias periódicas, com o objetivo de melhorar a eficiência global dos equipamentos (OEE). O vídeo traz o processo de implantação desta metodologia, destacando as principais ações de melhorias implementadas e os ganhos obtidos.

Gestão do Posto de Trabalho 

Essa metodologia compreende um modelo de gestão sistêmico, integrado e voltado aos resultados, orientando a implementação de melhorias nos sistemas de produção, por meio do monitoramento do Índice de Rendimento Operacional Global (IROG), também conhecido como OEE ou TEEP.

Altair explica que, para o sucesso da implantação, devem ser concentrados os esforços em determinados pontos da fábrica, via de regra em recursos críticos, envolvendo colaboradores de diversas áreas, como produção, qualidade, manutenção, logística, entre outros.

Esta equipe envolvida deverá contribuir para a implementação das melhorias nos postos de trabalhos monitorados.

Estes conceitos podem ser encontrados de forma mais detalhada no livro “Uma Revolução na Produtividade: a gestão lucrativa dos postos de trabalho”, escrito por Junico Antunes, Altair Klippel, André Seidel e Marcelo Klippel.

Para conhecer mais sobre a metodologia da Gestão do Posto de Trabalho (GPT) assista esse vídeo



Eficiência da máquina: OEE ou TEEP?

O indicador de desempenho da GPT é a eficiência operacional dos postos de trabalho, denominado Índice de Rendimento Operacional Global – IROG, o qual deve ser analisado de acordo com duas abordagens: uma considerando o recurso crítico e outra considerando o recurso não crítico.

O recurso crítico é aquele onde falta capacidade para atender a demanda. No cálculo da eficiência deste recurso deve ser considerado o tempo calendário, ou seja, todo tempo disponível para produzir, não se admitindo paradas programadas, como refeição, manutenção preventiva etc. Para este recurso utiliza-se como KPI de eficiência a Total Effective Equipment Productivity - TEEP.

Para o recurso não crítico, no qual há sobra de capacidade em relação à demanda, considera-se o tempo programado, obtido pela diferença entre o tempo calendário e o tempo de paradas programadas. Para este recurso, utiliza-se como KPI e eficiência o OEE, oriundo da expressão Overall Equipment Efficiency.

Preparamos aqui um conteúdo que irá lhe ensinar a calcular a eficiência dos recursos de sua empresa.

A Empresa

Na época do projeto, realizado durante um período de 12 meses, a Cooperativa envolvia produtores rurais de 85 municípios gaúchos, contando com cerca de 15.000 associados, atingindo o mercado da região Sul, além de São Paulo.

A unidade de negócios Indústria de Alimentos foi selecionada para a implantação do projeto, sendo que nela são produzidos doce de leite, iogurtes e bebidas lácteas. De um total de 16 máquinas, escolheu-se três como pilotos para o projeto. Neste vídeo são apresentados os dados relativos à máquina de embalar EBR.

Melhorias Implementadas

Após a implantação da metodologia, a rotina de gestão e análise de indicadores possibilitaram o surgimento de diversas oportunidades de melhoria. A metodologia também permitiu identificar que melhorias trariam maior e mais rápido Retorno sobre o Investimento para a unidade. Entre as ações implementadas, pode-se citar:

  • Capacitação tecnológica nos conceitos LEAN e na metodologia GPT para média gerência e pessoal de nível operacional;
  • Desenvolvimento de um novo aplicativo no sistema da empresa para programação da produção;
  • Disponibilidade de um colaborador para auxiliar na operação de preparação (setup), com vistas à redução do tempo médio de preparação e de troca de sabor, conhecido como lógica Doutor-Enfermeiro;
  • Instalação de 2 novos tanques de fermentação para reduzir paradas por falta de produto para envase;
  • Instalação de um novo resfriador, reduzindo paradas por falta de produto.

 

Ganhos

Após a implantação do método e atuação nas principais causas de paradas, houve a evolução do Índice de Rendimento Operacional Global – IROG de 53,6% em janeiro para 76,7% em dezembro, destacando-se que no mês de novembro obteve-se um recorde histórico de produção, atingindo-se 1.935.000 unidades envasadas.

Entre os ganhos obtidos com a implantação da metodologia GPT, destacam-se:

  • Envolvimento e participação das lideranças e demais colaboradores na busca de melhores resultados organizacionais;
  • Aumento de 8,6% na produtividade horária, passando de 3.796 unidades envasadas no início do projeto para 4.185 unidades envasadas, no mês no qual ocorreu o recorde histórico de produção;
  • Redução do tempo médio de preparação (setup) em 51,6%, passando de 37 minutos no início do projeto para 18 minutos no final do projeto;
  • Redução do tempo de troca de sabor em 56,2%, passando de 16 minutos no início do projeto para 7 minutos no final do projeto.
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