Modelos de Produção e a Produção de Modelos – Oito diferentes Modelos de Produção mais utilizados

Sistema de Produção · 2020-09-25 · Produttare

TOC, Lean Enterprise, STP, TQC, Seis Sigma, TPM, WCM e Estratégia de Produção: os oito modelos de produção mais utilizados e como combiná-los para ganhar competitividade.

Para obter vantagem competitiva através de seu Sistema de Produção, as organizações precisam buscar métodos e técnicas mais aderentes ao seu negócio, e não apenas basear-se em um único modelo de referência. A combinação de diferentes princípios pode auxiliar as empresas na busca pela excelência operacional e na otimização do retorno sobre investimento (ROI).

No webinar "Modelos de Produção versus Produção de Modelos", Junico Antunes, sócio-fundador da Produttare, apresentou os oito modelos de produção mais utilizados na indústria, que a Produttare combina em seus projetos de consultoria.

Para auxiliar os gestores nesta combinação de métodos e ferramentas nas medidas adequadas para cada negócio, a Produttare lançou a temática “De Modelos de Produção à Produção de Modelos”, iniciando com uma breve explicação sobre os oito tipos de modelos de produção, a saber:

  • Teoria das Restrições (TOC);
  • Lean Enterprise;
  • Sistema Toyota de Produção;
  • Controle de Qualidade Total (TQC);
  • Seis Sigma;
  • Total Productive Management (TPM);
  • World Class Manufacturing (WCM);
  • Estratégia de Produção.

O webinar completo, "Modelos de Produção versus Produção de Modelos – Vantagem competitiva se constrói, não se copia", está disponível no YouTube.

Teoria das restrições (TOC)

Esta teoria, proposta por Eliyahu M. Goldratt, tem por base a gestão da produção a partir das restrições existentes em um sistema produtivo. Segundo esta, ao analisar um sistema produtivo como um todo, é necessário identificar quais são as restrições do mesmo, ou seja, quais são os gargalos de produção.

Uma das vantagens da Teoria das Restrições é que ela pode ser implantada num curto prazo, adotando-se rapidamente a lógica do Tambor, Pulmão e Corda: o Tambor representa a restrição do sistema; o Pulmão representa os pontos onde devem existir buffers (pouco estoque de material) no fluxo de produção de forma a impedir a interrupção do sistema e a Corda simboliza a subordinação do ritmo de produção de postos de trabalho não restritivos ao ritmo do gargalo.

O método é composto de cinco passos:

  • Identificar a restrição;
  • Explorar a restrição;
  • Subordinar todos os recursos à restrição;
  • Elevar a restrição;
  • Repetir o ciclo, evitando que a inércia tome conta do sistema.

A Teoria das Restrições propõe os indicadores Lucro Líquido, Retorno sobre o Investimento (ROI) e Caixa para a gestão do sistema produtivo.

Lean Enterprise

O Lean Enterprise, que tem como principal autor James Womack, tem por conceito básico a redução de desperdícios existentes em um sistema produtivo, sendo uma metodologia a ser implantada no médio e longo prazo.

O método é composto por cinco passos:

  • Identificar valor para o cliente;
  • Identificar fluxo do valor;
  • Fluxo;
  • Puxar;
  • Perfeição.

Esta teoria pode ser mensurada por meio da redução dos tempos de atravessamento (lead time), focando nos fluxos empresariais e de produção, tanto na engenharia de produto quanto no processo e no ambiente fabril.

Sistema Toyota de Produção (STP)

Explicado pelos autores Taiichi Ohno e Shigeo Shingo, o Sistema Toyota de Produção tem por conceito a redução do tempo de atravessamento, sendo este fundamental para as organizações, tanto para reduzir custos de produção como para aumentar o faturamento. Trata-se de uma metodologia para implantação no médio e longo prazo.

O método tem por base cinco princípios:

  • Estabilidade do sistema assegurando qualidade garantida;
  • Sincronização através da produção do necessário, no momento necessário e na quantidade necessária;
  • Redução do lead time;
  • Aumento da eficiência dos equipamentos (OEE);
  • Aumento da produtividade da mão de obra.

A forma de mensuração é através da engenharia de produção lucrativa maximizando o giro do capital a partir do fluxo das operações.

Controle de Qualidade Total (TQC)

Esta teoria tem por autores seminais Vicente Falconi e a JUSE (Union of Japanese Scientists and Engineers), e seu conceito é baseado na melhoria do ativo de conhecimento e do ativo de capital, na busca da melhor utilização dos ativos. Trata-se de uma metodologia para implantação no médio e longo prazo.

O método é composto por oito passos:

  • Organização para a implantação;
  • Definição das metas;
  • Definição do plano de implantação do TQC;
  • Atividades de promoção da qualidade;
  • Educação e treinamento para a qualidade;
  • Implantação dos subsistemas básicos;
  • Implantação de atividade para aumento da satisfação com o trabalho;
  • Auditorias.

O TQC trabalha com três ciclos de gestão; ciclos de rotinas; ciclo de melhoria e ciclo de desenvolvimento de produto.

Seis Sigma

Essa metodologia, explicada por Mikel J. Harry e Bill Smith, tem como conceito a redução da variabilidade das operações. O método tem por foco grandes projetos de redução de problemas, sendo composto por cinco passos, a saber:

  • Definir;
  • Medir;
  • Analisar;
  • Aprimorar;
  • Controlar.

O Seis Sigma pode ser mensurado pela redução de defeitos e melhoria do desempenho econômico-financeiro da organização, com resultados a curto e médio prazo.

Total Productive Management (TPM)

A Total Productive Management, dos autores Seiichi Nakajima e JIPM (Japan Institute of Plant Maintenance), visa a maximização da utilização dos ativos, sendo uma metodologia de implantação no longo prazo.

O método é composto por pilares básicos (Melhoria Focalizada, Manutenção Autônoma, Manutenção Planejada, Educação e Treinamento, e Gestão Antecipada) e complementares (Manutenção da Qualidade, Segurança, Saúde e Meio Ambiente e TPM Office).

Os resultados obtidos com a implantação do TPM são monitorados pela melhoria do Índice de Rendimento Operacional Global – IROG (TEEP/OEE) e a performance (PQCDSM).

World Class Manufacturing (WCM)

A World Class Manufacturing (WCM), cujo autor é Hajime Yamashina, é adotada por muitas empresas, com forte aplicação na FIAT e na FCA, tendo por conceito a redução de perdas e de custos no ciclo logístico e produtivo, combinando as metodologias TQC, TPM e STP.

Para uma melhor compreensão desta metodologia, pode-se afirmar que o TQC é o cérebro do WCM, o TPM é o músculo do sistema e o STP o sistema nervoso.

O método é composto por quatro etapas:

  1. Definição de onde aplicar;
  2. Definição de qual método aplicar;
  3. Desenvolver pessoas;
  4. Aplicação dos sete passos de cada pilar.

Embora o foco desta metodologia seja sistêmico, no fluxo de valor, é possível mensurar este método a longo prazo por meio da redução de custos.

Estratégia de Produção

Wickham Skinner, professor de Harvard, explica que a Estratégia de Produção tem como objetivo fazer ligação entre o marketing e a produção, tendo em vista que a produção é uma arma competitiva.

Este método também é composto por quatro etapas:

  1. Dividir a corporação em várias unidades de negócio;
  2. Demonstrativo dos resultados do exercício (DRE) por unidade de negócio;
  3. Definição das dimensões competitivas por unidades de negócio;
  4. Projetar os sistemas de produção para melhorar o desempenho competitivo das unidades de negócios.

A mensuração é realizada através das dimensões competitivas com foco nas prioridades competitivas, com resultados a médio e longo prazo.

Dos modelos de produção à produção de modelos

Nenhum desses modelos é, sozinho, a resposta. Cada empresa tem um mercado, uma escala, uma variedade de produtos e custos de fatores de produção diferentes. Por isso, a Produttare combina métodos de várias escolas, de acordo com as dimensões competitivas que o mercado de cada unidade de negócio valoriza, para construir um Sistema de Produção Próprio. Vantagem competitiva não se copia: se constrói.

Soluções: Sistema de Produção e Operações, Estratégia de Negócios

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