Escola Industrial para a manutenção, do piloto à expansão, o caso Mosaic
Cliente: Mosaic Fertilizantes, fertilizantes e mineração · Setor: Químico e Petroquímico
Soluções: Escola Industrial, Formação Empresarial
Resultados em números
- 130+ pessoas impactadas diretamente no piloto
- 2.000+ horas de treinamento
- 60 multiplicadores internos formados
- 44 treinamentos mapeados a partir de 25 processos
Características do caso
Produtora de fertilizantes da mina ao campo: minas, beneficiamento de minério, plantas químicas e unidades de distribuição, além de ingredientes para nutrição animal · Sede global em Tampa (EUA) e cerca de 12 mil funcionários no mundo · No Brasil, seis minas de fosfato e uma de potássio (Sergipe), 11 unidades de distribuição no Brasil e no Paraguai e terminal portuário em Paranaguá · Formada em 2004 pela união da IMC Global com a Cargill Fertilizantes, incorporou as unidades da ADM no Brasil (2014) e a Vale Fertilizantes (2016 a 2018) · Atua em mais de 10 estados brasileiros e no Paraguai
Desafio
A Mosaic reúne unidades vindas de empresas com origens e processos diferentes, como ADM e Vale Fertilizantes, e aculturar essas plantas e padronizar o processo de produção era um desafio grande. A demanda crescente por fertilizantes e os investimentos em tecnologia nas plantas exigiam qualificar a mão de obra técnica e operacional. Havia uma boa prática de matriz de habilidades, sobretudo em Catalão, mas faltava um método para levá-la a todas as unidades.
Objetivo
Padronizar a capacitação técnica entre as unidades, respeitando o que é específico de cada planta · Mapear as competências que as equipes de manutenção precisam para entregar a qualidade do serviço · Estabelecer um método contínuo, da identificação de necessidades à avaliação da eficácia · Formar multiplicadores internos para sustentar a escola ao longo dos anos · Validar o modelo em piloto antes de expandi-lo às demais operações
Metodologia
A Escola Industrial começou em 2021 como piloto nas áreas de manutenção de Catalão e Tapira. A Mosaic conversou com cinco empresas antes de chegar à Produttare e a escolheu por oferecer um processo do início ao fim: além de mapear competências, atuar diretamente no desenvolvimento das pessoas com um método definido. O kickoff foi em junho de 2021, com a construção do guia de governança da escola.
O método tem seis etapas, em ciclo contínuo:
- identificação das necessidades de treinamento, com mapeamento dos processos;
- geração da matriz de habilidades;
- avaliação da equipe em relação ao esperado;
- plano de capacitação;
- capacitação;
- avaliação da eficácia.
A formação passou de sete para três pilares: Essencial (conteúdos transversais, como segurança, qualidade e melhoria contínua), Expertise (técnica de cada processo e planta) e Desenvolvimento (crescimento profissional). Foram mapeados 25 processos e os projetos estratégicos das plantas, chegando a 44 treinamentos (5 essenciais, 33 de expertise e 6 de desenvolvimento); 17 foram priorizados para 2022, com materiais e e-books padronizados e vídeos gravados pelos próprios funcionários. A aprendizagem segue o modelo 70-20-10: 10% formal (online), 20% em trocas por workshops e palestras e 70% na prática. A escola foi lançada em março, oito meses após o início, com foco no público técnico operacional.
Neste vídeo, Maurício Kichese, gerente de RH Brasil e Paraguai, e Rosana Pinotti, que lidera o projeto da Escola Industrial, ambos da Mosaic Fertilizantes, apresentam o case no 14º Fórum Produttare de Competitividade (2022).
Resultados qualitativos
- Mais de 130 pessoas impactadas diretamente no piloto, com mais de 2.000 horas de treinamento.
- 60 multiplicadores internos formados para sustentar a Escola Industrial.
- Profissionais técnicos que nunca tinham feito treinamento online passaram a usar a trilha formal da escola.
- Com o piloto validado, a escola será expandida para outras quatro grandes unidades em 2023, alcançando mais de 1.000 funcionários, e deve chegar a todas as operações até 2025, com mais de 5.000 funcionários impactados.