Escola Industrial e sistema de produção próprio: o caso JBS Couros

Cliente: JBS Couros, couros bovinos

Soluções: Escola Industrial, Sistema de Produção e Operações, Formação Empresarial

Resultados em números

  • 70+ pessoas, em 7 turmas, levadas à Toyota em Indaiatuba
  • 15 colegas na formação em curtimento com o Senai no ano

Características do caso

Divisão Couros da JBS, uma das cinco divisões de negócio do grupo (Friboi, Seara, Swift, Novos Negócios e Couros) · 22 unidades, centro de P&D na Itália, cinco centros de distribuição, cinco showrooms e cerca de 7.000 pessoas · Manufatura as peles dos abates bovinos da JBS no Brasil e de cerca de 20% dos abates nos Estados Unidos, produzindo couro para os segmentos moveleiro, automotivo e de calçados e artefatos · Exporta 96% a 97% do couro que produz · Formada pela fusão de mais de 60 curtumes; dona de marcas como Kind Leather, couro em formato retangular que reduz o resíduo de corte

Desafio

Com cerca de seis anos e meio de sistema de produção, a JBS Couros concluiu que o limite do avanço não estava nas ferramentas, já conhecidas, mas na educação das pessoas que tocam o negócio: não basta um especialista saber, é preciso que uma massa de colegas domine os conceitos. Ao mesmo tempo, a empresa passou a buscar um sistema completo, em que segurança, qualidade, produtividade e saúde sejam alcançadas juntas, sem escolher uma delas. Para isso, queria trazer para dentro de casa conceito, e não só experiência.

Objetivo

Formar a liderança e, depois, o conjunto dos colegas em conceitos de engenharia de produção · Estruturar uma Escola Industrial com uma parte funcional e uma parte de expertise · Reduzir a variabilidade dentro da pele e entre peles ao longo da cadeia · Unir segurança, qualidade, produtividade e saúde no sistema de produção · Sustentar a perenidade de uma empresa que quer ser centenária

Metodologia

O sistema de produção da JBS Couros é definido como um conjunto de rotinas e ferramentas de gestão, revisto todo mês de janeiro (está na quinta revisão). Usa a nomenclatura internacional (OEE, MTBF, MTTR) e a casa do STP para que os colegas encontrem na literatura o que praticam no dia a dia. A base são as pessoas e a estabilidade (redução de variabilidade), com os pilares capricho (qualidade), fluxo, eficiência e segurança, apoiados em TPM, STP, TOC e pensamento sistêmico. Um mapa sistêmico liga cada ferramenta e rotina às linhas do DRE, e mais de 70 pessoas, em sete turmas, visitaram a Toyota em Indaiatuba.

Para a educação, a empresa recorreu à Produttare e formou sua Escola Industrial, com uma parte funcional (instruções de trabalho e o necessário para fazer o couro) e uma parte de expertise, com conceitos de engenharia de produção, conduzida com André Dupont. O projeto, de um ano e meio, começou por um piloto em Lins com duas turmas da liderança, reunindo PCP, produção, qualidade e área técnica, e deve ser replicado.

Outras frentes de formação e gestão citadas: formação em curtimento com o Senai de Estância Velha (15 colegas no ano), videoaulas de técnica de manufatura e de manutenção gravadas nas próprias fábricas e acessadas em tablets nas máquinas, um Dojo piloto em Montenegro, uma oficina escola de mecânica, elétrica e eletrônica em Itumbiara (maior planta, com 1.400 colegas), digitalização do cotidiano (paperless) com quatro desenvolvedores internos, análise de riscos e eliminação de perigos e ergonomia operacional.

Neste vídeo, Secundino Corsini, da divisão Couros da JBS, apresenta o case no 15º Fórum Produttare de Competitividade (2023).

Resultados qualitativos

A apresentação não traz indicadores de resultado da Escola Industrial, que estava em fase piloto. Secundino relata:

  • As reuniões semanais de análise de possibilidades, com PCP e outras áreas, passaram a gerar ideias e saídas a partir do grupo, e não só da linha de comando
  • O Kind Leather corta o excedente da pele antes do curtimento, reduzindo o resíduo de corte (que podia chegar a 20% a 25%) e destinando esse material à produção de colágeno, gelatina e peptídeos em outras unidades do grupo
  • A digitalização do cotidiano levou cartas de controle e a passagem de turno das empilhadeiras para o tablet; o almoxarifado digital está previsto para 2024 e 2025
  • Segundo ele, a empresa não está ganhando mais dinheiro por isso, mas as equipes se sentem melhores profissionais para construir uma empresa perene

Assistir ao vídeo do case

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